Tinta preta e papel sulfite.



Que tal usar a caligrafia para incrementar a decoração do seu quarto, escritório, cozinha, da sua casa, do seu local de trabalho etc.?


Uma amiga me procurou com um pedido diferente: que eu escrevesse uma frase para ela e enviasse escaneado. Depois ela iria imprimir em papel especial e emoldurar. 



Tinta preta e papel sulfite.



Foi a primeira vez que fiz algo do gênero e acabei aproveitando esta oportunidade para experimentar diferentes penas. E o resultado está aí.



Tinta preta e papel sulfite.

Uma letra de fácil leitura e muito bela é a Ronde Francesa. 




A mim ela traz um quê de elegância e delicadeza a qualquer convite.




Nos exemplos, temos a Ronde Francesa escrita com tinta vermelha, misturada a preto, numa folha azul clara.









O blog ficou parado durante bom tempo, mas em 2018 uma das minhas metas é colocá-lo para funcionar! 

Pretendo postar dicas, sugestões e exemplos para todos aqueles que buscam serviços de caligrafia. Aproveite também para tirar dúvidas e aprender um pouco mais sobre esta belíssima arte!
Marcadores: 0 comentários | edit post
Quando faltar uma semana:

- Coma bem e prepare-se para o resto da semana, evite ficar nervosa;
- Confirme novamente os serviços contratados, para ter certeza que vai correr tudo bem;
- Cuide-se, procure fazer um tratamento completo de pele e cabelos;
- Prepare a mala para a lua-de-mel.






Ganhei este livro de presente em meu último aniversário e o considero valioso. Em suas páginas, o autor David Harris mostra a evolução dos alfabetos através dos séculos, com explicações sobre sua história, materiais e, em particular, mostra como fazer os traços de cada um deles.










Acima a linha do tempo da escrita. Alguns alfabetos deram origem a outros, outros são variações de regiões como as insulares e algumas foram completamente descartadas com o passar do tempo. Por exemplo, a Maiúscula Rústica, surgida no Império Romano teve seu uso preterido por outros alfabetos a partir do século V e com a expansão do cristianismo, subsistindo seu uso apenas nos títulos de livros e capítulos, até desaparecer completamente.









Alguns dos materiais a serem utilizados pela caligrafia. O autor coloca desde materiais modernos a tradicionais como a pena e o cálamo, inclusive mostrando como são preparados ambos para a escrita.









Os traços da famosa e importantíssima minúscula carolíngia. Este alfabeto foi o primeiro exclusivamente com letras minúsculas e foi o responsável pela grande divulgação dos textos cristãos e base para os demais alfabetos. Como foi falado no texto que escrevi sobre ela os monges do período carolíngeo foram vitais para nossa escrita moderna. Nos forneceram as letras minúsculas, quase que um segundo alfabeto, e as noções de espaço entre palavras e pontuação. Padronizaram a escrita, facilitando não apenas o entendimento mas a transmissão de conhecimento ao longo dos séculos.






É interessante ressaltar também que o livro traz curiosidades como o alfabeto Cadeaux. Este alfabeto, composto apenas por maiúsculas, é usado apenas como decorativo e é de difícil leitura.

Quem tiver interesse em aprender mais sobre os diversos alfabetos e suas técnicas de escrita, é um livro que recomendo.



P.S.: Resolvi tentar aprender e praticar cada uma das letras ali dispostas. Ainda estou na primeira apresentada, a Maiúscula Rústica, e logo postarei alguns exemplos do que consegui fazer.